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Caio Prado

9 de fevereiro de 2012

Últimas notícias da greve de PMs da Bahia: Chega a 150 o número de homicídios desde o ínicio da greve

Tropas do Exército fazem a segurança da capital baiana durante a greve dos PMs. Foto: Marcele Facchinetti/Especial para Terra
baiana durante a greve dos PMs
Foto: Marcele Facchinetti/
Especial para Terra
    Tropas do Exército fazem a segurança da capital.
    Chegou a 150 o número de homicídios registrados em Salvador e região metropolitana desde o início da greve dos policiais militares da Bahia. Nesta quinta-feira, cinco pessoas foram assassinadas, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado. Ontem, no nono dia de paralisação, a quantidade de casos de homicídios dolosos (quando há intenção de matar) na região superou os 137 computados em todo o mês de fevereiro de 2011. O quarto dia da greve foi o mais violento, com 32 assassinatos registrados.

    O último óbito foi anotado durante a manhã desta quinta. Um homem de identidade ignorada foi morto no bairro São Tomé de Paripe, por volta das 9h. Os demais homicídios ocorreram nos bairros Lobato e Massaranduba, e nos municípios de Camaçari e Lauro de Freitas, na Grande Salvador. Em Lauro de Freitas, a vítima foi um menino de 12 anos.
    Na manhã de hoje, os PMs grevistas deixaram o prédio da Assembleia Legislativa, que ocupavam desde o início da paralisação. Após reunião realizada na sede do Sindicato dos Bancários, eles decidiram manter a greve.
   A greve:     
   A greve dos policiais militares da Bahia teve início na noite de 31 de janeiro, quando os grevistas acamparam em frente à Assembleia Legislativa em Salvador e posteriormente ocuparam o prédio. Cerca de 10 mil PMs, de um contingente de 32 mil homens, aderiram ao movimento. A paralisação provocou uma onda de violência na capital e região metropolitana, dobrando o número de homicídios em comparação ao mesmo período do ano passado. Além de provocar o cancelamento de shows e eventos, a ausência de policiamento nas ruas também motivou saques e arrombamentos. Centenas de carros foram roubados e dezenas de lojas destruídas.
    A paralisação busca reivindicar a criação de um plano de carreira para a categoria, além do pagamento da Unidade Real de Valor (URV), adicionais de periculosidade e insalubridade, gratificação de atividade policial incorporada ao soldo, anistia, revisão do valor do auxílio-alimentação e melhores condições de trabalho, entre outros pontos.
    O Executivo estadual solicitou o apoio do governo federal para reforçar a segurança. Cerca de 3 mil homens das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança foram enviados a Salvador. Dois dias após a paralisação, a Justiça baiana concedeu uma liminar decretando a ilegalidade da greve e determinando que a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) suspenda o movimento. Doze mandados de prisão contra líderes grevistas foram expedidos, sendo que destes quatro foram cumpridos.
    Em 9 de fevereiro, Marco Prisco, um dos líderes do movimento grevista, foi preso após a desocupação do prédio da Assembleia. A decisão ocorreu um dia depois da divulgação de gravações telefônicas que mostravam chefes dos PMs planejando ações de vandalismo na capital baiana. Um dos trechos mostrava Prisco ordenando a um homem que ele bloqueasse uma rodovia federal.

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