Um caso de violência doméstica registrado em Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará, ganhou repercussão após uma criança de apenas seis anos intervir para proteger a mãe durante uma discussão entre o casal. Segundo as informações apuradas, o menino teria atingido o pai com uma faca de mesa ao presenciar as agressões.
O episódio ocorreu na Rua Jorge Borges, no bairro Maravilha. Conforme o procedimento policial, a família participava de um encontro com parentes, onde havia consumo de bebidas alcoólicas, quando uma discussão entre o casal evoluiu para agressões físicas.
A mulher, de 35 anos, informou à polícia que foi agredida pelo companheiro, de 21 anos. Em seu relato, ela afirmou que o filho presenciou o momento em que o pai a enforcava e, tentando impedir a agressão, pegou uma pequena faca de mesa e golpeou o homem.
Ainda de acordo com a vítima, após o ocorrido, o suspeito passou a ameaçá-la de morte.
Ao prestar depoimento ao delegado de plantão, o homem negou ter agredido ou ameaçado a companheira. Segundo sua versão, ele apenas tentava conter a mulher durante a discussão e acabou sendo ferido pela criança.
O caso foi apresentado ao Poder Judiciário durante audiência de custódia. O Ministério Público se manifestou favoravelmente à concessão de liberdade provisória ao investigado, desde que fossem aplicadas medidas cautelares e medidas protetivas de urgência em favor da vítima.
Ao analisar o processo, o juiz Maycon Robert Moraes Tomé, do 3º Núcleo de Custódia, entendeu que, embora os fatos sejam graves e revelem elevada reprovabilidade, naquele momento não estavam preenchidos todos os requisitos legais necessários para decretar a prisão preventiva.
Como medidas cautelares, a Justiça determinou o afastamento do investigado da residência, proibiu qualquer contato com a vítima por telefone, mensagens ou redes sociais, estabeleceu distância mínima de 300 metros entre ambos e determinou o uso de tornozeleira eletrônica.
O caso também chama atenção para os impactos da violência doméstica sobre crianças e adolescentes. Especialistas alertam que a exposição contínua a situações de agressão dentro do ambiente familiar pode provocar graves consequências emocionais e psicológicas, além de levar menores a agir de forma impulsiva em momentos de extremo perigo.
As circunstâncias do episódio seguem sendo investigadas pelas autoridades, que irão apurar todos os detalhes do caso e a eventual responsabilização do investigado.
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