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Caio Prado

18 de dezembro de 2011

Futebol no Brasil: Como começou, que cidade, que ano, etc...

Onde tudo começou e vai começarSão Paulo é a maior cidade da América Latina. Em todo o mundo, a pujança da cidade é conhecida, pela força econômica, cultural e política que ela apresenta. Porém, pouca gente conhece a fundo a história do nascimento do futebol no Brasil. E foi exatamente em São Paulo onde tudo começou.
Ao anunciar a cidade como sede do jogo de abertura da Copa do Mundo da FIFA, Ricardo Teixeira, presidente do Comitê Organizador Local (COL), citou São Paulo como o berço do futebol brasileiro. Lá, nasceu Charles Miller. Mais precisamente, no bairro do Brás, um dos mais tradicionais e decantados da capital paulista.
Ele era filho de uma mãe brasileira com ascendência inglesa e de um escocês que veio para o Brasil trabalhar na São Paulo Railway Company, uma ferrovia que ligava a capital ao Porto de Santos. A ferrovia foi uma das ligações que possibilitaram o crescimento do estado. Sua sede foi construída no final do século XIX e também se confunde com a História de São Paulo: a tradicional Estação da Luz.
Charles Miller estudou em Hampshire, na Inglaterra, onde teve o contato com o futebol. Em 1894, desembarcou em São Paulo, para trabalhar na ferrovia. Na mala, duas bolas, um par de chuteiras, um livro de regras e dois jogos de uniformes. Estava desembarcando o futebol no Brasil.
O primeiro jogo no Brasil aconteceu também em São Paulo, entre o time da ferrovia e uma equipe formada pelos funcionários da Companhia de Gás. Vitória dos ferroviários, por 4 a 2. Charles Miller, que além de jogador também atuou como árbitro, foi o responsável por formar a primeira equipe de futebol no país, o São Paulo Athletic.
O Brasil tinha abolido a escravatura há apenas seis anos. Naturalmente, o futebol não era um esporte criado para a população mais pobre. Elitista, não permitia a presença de negros em seus quadros. No Museu do Futebol, em São Paulo, uma fotografia chama a atenção: dois negros assistem a um jogo nas Laranjeiras, no Rio de Janeiro, em meio a uma multidão de brancos.
Foi um paulista que ajudou a popularizar o esporte de vez no Brasil: o craque Artur Friedenreich.
“Por ser filho de uma lavadeira e mulato, Friedenreich começa a quebrar esta visão elitista do esporte. Ele mostra que o futebol não dependia da cor da pele ou da classe social e abre o caminho para vários outros craques negros”, explica Marcelo Continelli, formado em História e monitor do Museu do Futebol.
Friedenreich era filho de uma mãe negra e de um pai alemão, que trabalhava como comerciante. Nascido no bairro da Luz, ele foi o primeiro grande craque da História do futebol brasileiro.
Foi no futebol paulista que Fried, como era conhecido, marcou sua carreira. Atuou por Gêrmania, Ypiranga, Mackenzie College, Americano de Santos, Paulista, Atlas, Payssandu, Paulistano, Internacional Paulista, Atlético Santista e Santos. Só saiu do estado para jogar no Rio de Janeiro, em apenas um clube. E justamente, o mais popular até hoje: o Flamengo. Historiadores apontam que ele marcou 1.046 gols, sendo o primeiro jogador a superar a marca de mil, muitos anos antes de Pelé.
Na época, o grande palco de São Paulo era o Velódromo do Tietê, com capacidade para 4 mil torcedores. Bem menos que os 40 mil lugares do Pacaembu, palco da Copa do Mundo da FIFA de 1950, onde Rivelino e Pelé brilharam muitas vezes, e os 65 mil lugares da Arena de São Paulo, local onde serão realizados os jogos da Copa do Mundo da FIFA de 2014. Resta saber quem será o craque que marcará época neste estádio...
Fonte: Fifa.com.


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