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Caio Prado

26 de fevereiro de 2012

PR: "Batismo no crime" adolescente pode ter sido morto em suposto ritual

    Um possível “ritual de batismo no crime” pode ter causado a morte de um jovem, no início da madrugada deste domingo (26), na região central de Curitiba. Um adolescente de 16 anos, identificado apenas como Luis Gustavo, foi assassinado na Rua Desembargador Ermelino de Leão, no bairro São Francisco, próximo ao Largo da Ordem, por um grupo, supostamente de “skin heads”. O crime aconteceu em frente à Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor, a Decon.
      Luiz Gustavo estava com amigos na região quando um grupo de mais de 20 indivíduos se aproximou. Cinco deles abordaram a vítima, cobrando uma suposta dívida que, de acordo com testemunhas, jamais existiu. Em seguida, um indivíduo, ainda não identificado e com o cabelo raspado, ordenou a morte de Luiz Gustavo. Três dos integrantes do grupo de “sikin heads” atacaram a vítima e a agrediram com socos e chutes. Um dos agressores desferiu várias facadas em Luis Gustavo. O mandante do crime também desferiu uma facada contra a vítima, que morreu no local.
    Cerca de duas horas depois, guardas municipais conseguiram prender o autor do homicídio e outras duas pessoas envolvidas no caso. O principal suspeito, identificado apenas como "Maicon", é estudante de direito e foi capturado no momento em que levava a namorada para casa.
    A reportagem Banda B conversou com uma testemunha ocular do crime. O jovem, que era amigo da vítima fatal, explicou como tudo aconteceu. Ele acredita que Luiz Gustavo foi vítima de um "ritual". Ou seja, "Maicon" desejava ser integrante de um grupo, com características semelhantes aos skinheads, e para isto teria que cumprir a determinação imposta pelo líder, que era matar uma pessoa.
     “É um pacto. Esse grupo se veste de preto e pinta a cara, como os skin heads. Estávamos no nosso canto, na boa, quando uns 20 rapazes chegaram. Cinco deles cercaram o Luis e cobraram uma dívida que nunca existiu. Nada a ver. Depois deram socos, chutes, e um deu umas facadas no Luis, que ainda correu alguns metros e caiu”, afirmou a testemunha.
     “O cara que deu as facadas ainda recebeu um abraço do chefe do bando, que o mandou terminar o serviço. O cara voltou e deu mais facadas no meu amigo. Saímos correndo, desesperados. Foi uma coisa horrível”, concluiu.
   Segundo o inspetor Cláudio Frederico, o trabalho Guarda Municipal, rápido e eficiente, foi fundamental para a prisão do autor. Frederico também reforça o depoimento dado pela testemunha à nossa reportagem.
   “Um jovem de 16 anos morreu por um motivo banal. Segundo uma testemunha, é um ritual para entrar num grupo de skin heads. De concreto, a vítima foi agredida por dois elementos, com chutes e socos. Um terceiro desferiu uma facada na jugular do rapaz, que foi fatal”, afirmou o inspetor.
   “Em pleno século 21 é lamentável acreditar nisso. Mas existem algumas evidências e testemunhas. Os três suspeitos estão presos e serão autuados. As testemunhas também prestarão depoimento”, completou.
Outro detalhe relevante é que a namorada do autor conhecia Luiz Gustavo e ela pode ter indicado a vítima fatal ao universitário. A testemunha, que repassou essa versão à Guarda Municipal, aceitou gravar entrevista com a condição de não ser identificada. 
Fonte: http://bandab.pron.com.br/

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